
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Feliz Ano Novo
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar...
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Carlos Drummond de Andrade
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Há dias assim
...uma pessoa com quem você fala o ano inteiro por telefone, mas que raramente vê, resolve chegar de surpresa no seu trabalho com um presente, que ele mandou vir de Angola, porque sabe que você quer muito mas jamais imaginou que fosse ganhar

e antes que o dia termine e apesar de chuvoso para você ele já está ensolarado e você caia na cama tentando acreditar que tudo isso foi real, você entra na caixa de correio e alguém que você nem conhece te deixa esta mensagem:
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Há dias assim

que recebo uma mensagem com uma noticia maravilhosa sobre minha obra,
atendo um telefonema delicioso e inesperado de alguém a muitas léguas de distancia,
corro descalça na chuva morna invadida por um desejo incontrolável,
assobio em dueto com o bem-te-vi pousado no coqueiro,
sinto cócegas e gargalho com a caricia da grama molhada,
e me acomodo no galho da mangueira para me lambuzar com seus frutos...
domingo, 27 de dezembro de 2009
Aniversário Biel
coração de algodão doce que amacia suas palavras mesmo quando me faz sentir uma titia jurássica dentro de uma loja de games procurando seu presente de aniversário, sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Natal com Sabor de Páscoa
Este Natal teve sabor de Páscoa !
Comemoramos o renascimento de alguém muito querido que saiu incólume de dentro deste carro, destruído por uma árvore tombada sobre ele pela força da natureza.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
Chá de cozinha
sábado, 12 de dezembro de 2009
Dança Comigo
Festa de encerramento de 2009
Assistindo à pouco tempo ao filme Dança Comigo, solidarizei-me com Richard Gere, quando ele vai à primeira aula de dança e quase desiste na entrada. Há um ano e quatro meses, quando cheguei ao primeiro degrau da escada que dá acesso à academia de dança, que desde então frequento duas vezes por semana, tive uma desejo quase incontrolável, tal qual o protagonista do filme, de virar-me e sair correndo. Alguns minutos depois de entrar no salão todo espelhado, minha atenção foi arrebatada por um quadro fixado na parede atrás do piano que estava ao lado da cadeira onde havia me sentado para assistir a aula e que à distância me parecia um poema. Timidamente levantei-me para lê-lo e grande foi minha surpresa quando percebi que eram regras de conduta para a dança de salão. Entre elas soube que naquele espaço não haviam mulheres e homens, mas damas e cavalheiros, não poderia rodar pelo salão no sentido que desejásse e sim sempre em círculos inversos ao movimento dos ponteiros do relógio, deveriam ser sempre os cavalheiros a convidar as damas e ao final da dança reconduzi-las ao local onde elas estavam segurando-as pela mão, etc. Retornei para casa com a certeza de que voltaria e duvidando que aquela série de normas tão em desuso fosse realmente obedecida. Dois dias depois lá estava eu, pronta para a primeira aula e para aprender não só a respeitar essas leis, como também uma que não estava lá escrita, mas logo na primeira dança, meu gentil e até então desconhecido cavalheiro, suave mas firmemente me fez entender que era a mais importante e não poderia ser infringida: “Aqui o cavalheiro manda e a dama obedece. Deixe-me conduzi-la!”
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Autógrafos
Um emocionante fim de feriado, autografando Sabor de Maboque dentro da empresa que presenteou todos os colaboradores com um exemplar.
Obrigada por cada olhar, cada sorriso, cada pergunta, cada abraço e cada beijo.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Vida

Dessa compra até 2009, as mudanças em todos os setores foram muitas, mas a que sem duvida mais me impressiona é a velocidade com que elas ocorrem.
Hoje não atravessamos a porta da loja onde acabamos de comprar qualquer aparelho eletrônico, sem que saibamos de outro que chegou no ultimo minuto e que sem duvida é mais revolucionário do que o que acabamos de adquirir. Está certo que não usarei 10% das funções, mas das duas uma, ou adio indefinidamente a compra ou me preparo para a sensação de “acabei de comprar uma peça de museu”!
Conversando com amigos da minha idade percebo que a maioria sofre da mesma síndrome, ao contrário dos jovens que além de não compreenderem nossas aflições, não sofrem da angustia de ter que descartar o celular comprado há menos de meio ano ou a máquina fotográfica que tanto de nossa vida retratou.
Eles nasceram internéticos e nós somos seres jurássicos tentando nos adaptar à nova era.
Por tudo isso, às vezes surpreendendo-me agindo na velocidade deles, como aconteceu na quarta feira da semana retrasada, quando minha filha anunciou o coroamento de um relacionamento de seis anos dizendo que iria morar com o namorado dentro dos próximos quinze dias.
Feliz e empolgada, logo me propus com a ajuda de duas amigas dela a fazer um chá de cozinha que com o auxilio da internet poderá paradoxalmente ser realizado, como manda a tradição, antes do casamento.
Dois dias após o anuncio, logo que ela me disse que havia comprado a cama de casal, percebi que também eu não agira como uma mãe tradicional, que deveria ter começado a comprar seu enxoval há pelo menos nove anos atrás quando ela completou quinze anos, como minha mãe fizera, o que foi uma sorte, pois numa família como a minha onde os gigantes não chegam a 1,80m, nunca preveria que o genro eleito não caberia em lençóis convencionais e jamais imaginaria a doçura de passar horas ao lado de minha filha mulher madura comprando lençóis e toalhas para sua nova vida.
Não fosse tamanha a minha surpresa, por enquanto ser jurássico estar sendo tão veloz, poderia ter começado este texto dizendo que ostentar efetivamente o titulo de sogra me faz muito feliz e não me trouxe qualquer tipo de constrangimento, quando sacudiu em minha memória as inúmeras piadas que o “cargo” suscita, mesmo porque falar do quanto gosto de meu genro é desengavetar uma frase que sempre f
ormulei depois que o conheci, quando minha trincada e embaçada bola cristal prevendo que seria uma relação somente da adolescência me incitava a dizer, a quem perguntava sobre o relacionamento dos dois: gostaria que tivessem se conhecido mais tarde.Parabéns aos dois e parafraseando seu homônimo querido genro, desejo que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure.
sábado, 28 de novembro de 2009
Distração

Há dias atrás recebi um convite através de uma mensagem eletrônica do próprio Aercio para a exposição de seus quadros que dizia: “...A abertura será no dia 27 próximo , às 20 horas, no Espaço Cultural Sobrado AMalfi, na praça central da cidade. É o único prédio com feição histórica....A sua presença na abertura seria muito honrosa...”
Saí de Campinas às 19:50 e apesar da chuva fina e mansa que começou a cair no final da tarde e insistiu em não ir embora até hoje, às 20:25h já estava dentro da cidade.
Depois de parar para pedir informações cheguei à praça central da cidade, onde estacionei o carro e maldisse a minha displicência por não ter levado um guarda chuva.
Arrumada, de salto alto fininho e embaixo de uma chuva miudinha e irritante, circundei a igreja da praça, tentando não prender o salto do sapato entre as pedrinhas da calçada portuguesa, perguntando aos poucos pedestres que havia onde ficava o Espaço Cultural Sobrado AMalfi.
Ainda sob o olhar de ponto de interrogação de um deles, parei no alpendre da igreja, liguei sem sucesso várias vezes para o celular do meu amigo artista e entre as ligações avistei do outro lado da praça um casarão colonial todo iluminado por dentro e com os janelões abertos todos contornados com as minúsculas e tradicionais luzinhas de natal. Respirei aliviada, só poderia ser lá! Até a chuva havia amainado, só persistindo a garoa que o ânimo refeito quase tornava imperceptível, quando apesar do salto caminhei confiante sobre o calçamento português e atravessei a rua de paralelepípedos, certa de que havia encontrado o tão procurado local da exposição.
Poderia finalmente não só abraçar e parabenizar meu amigo, como requisitar o autografo no seu ultimo e delicioso romance o “Entreato Amoroso”, que a esta altura só não estava ensopado, porque minha bolsa era quase uma mala, onde ele ficou protegido.
Quando lá cheguei vi tratar-se de um restaurante e ainda no hall uma senhora gentil que ali chegava para jantar, jurou conhecer muitíssimo bem a cidade e jamais ter ouvido falar daquele casarão que eu procurava. Tão certa estava do que dizia que me perguntou: “Você tem certeza que está na cidade certa?”
Só então como meus filhos diriam, minha ficha caiu e deduzi que a exposição deveria ser na pequena Morungaba, cidade a vinte minutos de onde eu estava.
Já eram 21:05h, eu não conseguia falar com o Aercio, estava úmida, frustrada, inconformada com a minha distração, estranhamente calma, mas tinha um jantar em Campinas e tinha prometido à minha amiga anfitriã e mestre cuca de dotes invejáveis que chegaria para comer o bóbó de camarão até às 22:00h.
Peguei a estrada de volta, paguei mais um pedágio e ainda cheguei a tempo de dar uma passadinha em casa, secar-me, retocar-me e voar para a casa da Ligia, onde saboreei mais uma vez a sua deliciosa culinária. O bóbó, o manjar branco com ameixas em calda, o vinho e o cafezinho, estava tudo perfeito.
À exposição tentarei ir durante a semana depois de pré agendar um horário em que o artista possa estar presente, não só para apreciar a sua obra, revê-lo e parabenizá-lo, como para garantir a dedicatória do meu exemplar de sua obra literária.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Adeus
O sol nasceu brilhante, num céu azul penetrante, com um calor úmido e envolvente acompanhando os primeiros raios de claridade, mas um toque de telefone seguido de uma notícia fúnebre tornou o dia gélido e cinza.Morreu o pequeno grande homem, que nos anos quarenta como tantos outros portugueses,fugiu da miséria lusitana rumo à Venezuela, onde se agigantou financeiramente o suficiente para no fim dos anos setenta retornar à sua aldeia, onde viveu as três ultimas décadas de sua vida.
Se a sua volta para a pequena Chaveirinha, na Beira Baixa, foi a realização de um sonho pessoal, para os outros moradores foi a chegada de um conterrâneo alegre, empreendedor, amigo, conselheiro, aglutinador e para nós, membros de uma família, espalhada por vários países significou a obrigatoriedade das deliciosas visitas esporádicas às nossas raízes, permitindo que toda uma geração de jovens portugueses nascidos tão longe da pátria de seus passaportes, pudesse aprender a amar a terra de seus ancestrais, onde ele e minha tia sempre mantiveram a porta de casa hospitaleiramente aberta, o largo e convidativo sorriso para a nossa chegada sempre pronto, a mesa farta de iguarias caseiras inesquecíveis e as lágrimas por nossa partida sempre nos acenando com um até breve.
OBRIGADA TIO !
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Dia Nacional da Consciência Negra

Segundo algumas pesquisas, o respeitado herói da resistência anti-escravagista, nasceu em 1655 em terras tupiniquins, tendo como ascendentes guerreiros angolanos.
Ainda criança, foi capturado e entregue ao padre Antonio Melo, que o batizou com o nome de Francisco e lhe ensinou a língua portuguesa e o latim.
Em 1670 aos quinze anos “a força do espírito presente” (significado de Zumbi), fugiu e voltou para o Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, ao sul da capitania de Pernambuco, a Alagoas de hoje.
O quilombo batizado Palmares pelos portugueses devido à existência de inúmeras palmeiras no local era conhecido pelos seus moradores como Angola Janga (Angola Pequena).
Em 20 de Novembro de 1695, nove mil homens sob o comando do bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, terminaram a empreitada iniciada em 1694, assassinando sob traição o talentoso líder e dirigente militar Zumbi dos Palmares.
Devemos usar esta data tão significativa, não só para lembrar a luta de ontem e de hoje dos negros no Brasil e os importantes legados africanos à cultura brasileira, mas também para ressaltar o grande exemplo que o Zumbi alfabetizado nos deu e exigir que nossos governantes cumpram a constituição, fornecendo ao povo brasileiro educação melhor e mais abrangente, pois tal como o grande líder assassinado há 344 anos, só um povo educado se torna cônscio e exigente de sua cidadania.
sábado, 14 de novembro de 2009
Maritacas
Bananeiras na janela do meu quarto hoje de manhã
Há dias atrás, quando cheguei em casa no final da tarde e esperava o portão eletrônico abrir para poder entrar com o carro, duas vizinhas que passeavam com os cachorrinhos vieram cumprimentar-me pelo lançamento do livro e aquela abordagem acabou virando uma animada roda de conversa, até que fomos interrompidas pela algazarra de um bando de maritacas que sobrevoou nossas cabeças e se instalou nos choupos da casa vizinha, a poucos metros de nós.
Enquanto me divertia com o estardalhaço e a dança dos galhos, minhas companheiras de prosa quase se propuseram a abrir um abaixo assinado para de alguma maneira expulsá-las do condomínio.
Eu que mantenho várias árvores frutíferas no jardim e me regozijo por dividir seus frutos com centenas de pássaros que me visitam e me retribuem com suas cores e melodias, a principio achei que galhofavam, mas depois me senti um daqueles militantes do Green Peace em perigo eminente, quando quase fui linchada por sair em defesa das aves.
Embora não vá mudar minha relação com elas, nem deixar de sentir um enorme prazer de ser vizinha de um imenso parque ecológico, depois da manhã deste sábado, quando havia decidido ficar na cama um pouco mais do que o normal, para descansar de uma semana extremamente cansativa, entendi a razão de tanta oposição à presença das maritacas.
domingo, 8 de novembro de 2009
Lunda Norte
Embora cada vez esteja mais curto e mais difícil fazer coincidir, o tempo que cada um dos quatro membros da minha família consegue reservar para a refeição do meio do dia, que é a única onde ainda nos conseguimos reunir, continuo tentando que o precioso hábito não se extinga, seja ele praticado em casa ou em algum restaurante.
Esta ultima quinta feira poderia ter sido um dos poucos dias ao longo do ano em que faria a refeição aborrecida por estar completamente só, não fosse assim que cheguei em casa ler uma pequena nota no jornal, me dando conta que uma delegação de Angola seria recebida naquele dia pelo prefeito da cidade.
Fui invadida por um misto de euforia, receio e um desejo enorme não só de presenteá-los com a minha cria, como também de lhes apresentar um projeto de expedição na área da saúde que uma ONG de Campinas pretende realizar em terras angolanas.
Por uma acaso do destino em Abril deste ano, o texto de Sabor de Maboque ainda sem revisão gramatical, nem ortográfica e nenhuma certeza de publicação caiu nas mãos do presidente da ONG, durante uma expedição em que eles efetuaram 299 cirurgias numa aldeia de índios na beira do rio Solimões/Amazônia, no seio de uma comunidade de índios Ticunas na tripla fronteira Brasil X Colombia X Peru.
Poucos dias depois da sua chegada fui procurada pelo chefe da expedição que me disse haver gostado tanto de Sabor de Maboque que gostaria muito que a primeira expedição internacional da ONG fosse para Angola.
A presença dos políticos angolanos em Campinas, vislumbrou uma oportunidade de contato importante e sabendo que os integrantes da ONG estavam em uma nova missão na Amazônia, desta vez numa aldeia de indios Sateré-Maué à beira do rio Andirá e a cinco horas de barco do telefone mais próximo, depois de uma dúzia de telefonemas para a prefeitura, consegui falar com o consultor da secretaria de cooperação internacional, que naquele exato momento almoçava em um restaurante com toda a delegação africana.
Ao final da tarde já estava reunida com todos eles no hotel onde estão hospedados.
Há dois anos que amadureço a idéia de voltar a Angola e quem já leu Sabor de Maboque certamente entenderá o quanto será importante esse retorno, não como turista, mas integrando uma ONG de médicos que irá doar algo tão escasso e tão imprescindível naquele cantinho da África.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Reencontro
Há ainda, quem apesar de representar o registro de um verdadeiro tsunami em minha existência e de ter deixado marcas impossíveis de serem apagadas, jamais voltou a ter qualquer contato, pelo menos até nascer Sabor de Maboque.
Minha cria saiu da gráfica há exatos 67 dias e já me presenteou com reencontros magníficos, entre eles com a madre superiora do colégio de freiras francesas, onde estudei como aluna interna por vários anos no coração de Angola.
Três dias depois de mandar uma mensagem via internet, para o convento da congregação em Lisboa, recebi uma resposta vinda da França e assinada pela própria Soeur Henri.
Quem já leu Sabor de Maboque com certeza consegue imaginar a emoção que me invadiu ao abrir minha caixa de mensagens.
Jovem para o cargo que exercia, inteligente e dona de uma beleza que as vestes religiosas não conseguiam esconder, seduzia também pelo seu sorriso e sotaque de “erres” acentuadíssimos.
Merci beaucoup Soeur Henri !
domingo, 1 de novembro de 2009
TV e Internet
Numa tarde de domingo, deste ultimo Setembro vivi uma das mais excitantes emoções que já havia experimentado, quando no Domingão do Faustão, assisti ao debutar do Sabor de Maboque na televisão.
Não menos emocionante foi a noite do dia seguinte, quando às 22:00h, abri minha caixa de mensagens, o que foi um movimento atípico para uma noite de segunda feira pós aula de yoga, e encontro entre outras, uma de remetente desconhecido, mas com o assunto facilmente identificável :”Livro Sabor de Maboque”.
Assim dizia a mensagem:
“Cara Dulce!
Ontem ao assistir o “Faustão” fiquei muito curiosa sobre o livro
"Sabor de Maboque" (ai que saudades desta fruta)e fui pesquisar sobre vc.
entrei no teu blog e vi Nharêa e Colegio N.S. da Paz, enfim...por um acaso és a Dulce Tavares? Caso não sejas me desculpe mas é muita coincidência pois eu
sou angolana de Silva Porto.
grata
Paula Pires”
Após a troca de mais duas mensagens, liguei para ela e falamos durante um longo tempo por telefone, eu em Campinas e ela em São Paulo.
Depois de estudarmos vários anos na mesma sala de aula, como alunas internas num colégio no coração de Angola, nossas famílias se refugiaram da guerra civil daquele país no Brasil e moramos durante 33 anos a menos de 100km de distância.
Soube nesse telefonema que não poderíamos nos encontrar na próxima quarentena, pois ela estava com o embarque marcado para férias em Portugal, dentro de poucos dias.
Ontem véspera do retorno dela ao Brasil recebi as três fotos deste post.
Na primeira ela segura nas mãos o Sabor de Maboque comprado na cidade do Porto.
Na segunda ela aponta o seu rosto numa das fotos do livro e a outra mão apontando a própria imagem, pertence a uma prima sua, que também estudou no Colégio Nossa Senhora da Paz e cuja família retornou a Portugal para se refugiar do conflito militar.
Bem hajam os adventos da TV e da internet que permitem que vivamos emoções ímpares, como estas.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Minha Cria em Paris
domingo, 25 de outubro de 2009
30 Anos de Formatura
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Noite Mágica
21 de Outubro de 2009 começou inacreditavelmente vagaroso, graças à decisão que havia tomado na véspera, de não trabalhar senão as duas primeiras horas do dia.
Depois de colocar mãos e pés sob os cuidados sedosos da Gilda, entreguei o corpo para a Gê massagear e a cabeça ao irresistível cafuné da Lu.
Duas horas após esse deleite, já alimentada (pouco, porque ansiedade sempre foi para mim um extraordinário inibidor de apetite) e com a casa cheia de gérberas, girassóis, orquídeas, margaridas e rosas, que haviam chegado ao longo de toda a manhã, sempre acompanhadas de cartões carinhosos, deixei a tarde esvair-se entre momentos de meditação e auto aplicação de Reiki, como havia recomendado minha mestra Luzia, sem imaginar a quantidade de energia maravilhosa que eu receberia na profusão de abraços em que me envolveriam nas quatro horas noturnas que vivi dentro da livraria Cultura.
Recebi brasileiros em sua maioria, mas lá havia portugueses e foi com agradável espanto que autografei livros para intercambistas angolanos em sua estada temporária no Brasil.
Pela informação que recebi hoje da encarregada de eventos da livraria Cultura, foram cerca de 350 pessoas e quase duas centenas de Sabor de Maboque vendidos na noite de autógrafos.
Não houve ensaios, mas aos menos avisados podia parecer que um serviço de cerimonial havia sido contratado e teria orientado a eficiência de minha irmã, meus filhos, meu marido, meus pais e alguns amigos mais íntimos, tamanho o à vontade com que recebiam os leitores, registravam o evento com fotografias e organizavam a fila de 1:30h de espera para o autógrafo.
Até dois maboques desidratados chegaram logo no inicio da sessão, para fazer parte da decoração pelas mãos de uma prima querida.
Não houve tendinite nem cansaço que furasse o escudo de proteção, sedimentado em mim pela alegria e amor de todos os que me cercavam.
Obrigada a todos os que com sua presença transformaram a sessão de autógrafos de Sabor de Maboque em UMA NOITE INESQUECIVELMENTE MÁGICA.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Cria Brasileira

A propósito de uma foto que recebi, lembrei-me da duvida que surgiu quando o livro ficou pronto e precisou ser registrado.
Teríamos que dar uma nacionalidade à minha cria, para que ela pudesse sair às ruas e fazer sua primeira viagem, até à Biblioteca Nacional, onde seria catalogada.
Com mãe de naturalidade Angolana, nacionalidade Portuguesa e com exato dobro de anos de Brasil do que fora dele, a confusão foi instalada.
Considerando que nos três países em questão se fala a mesma língua, leiga e avessa a assuntos burocráticos de qualquer espécie, propus que fosse registrado como uma obra de língua portuguesa.
NÃO, disseram-me, o livro precisa de uma pátria, não de uma língua.
Optamos então, pelo que legalmente nos pareceu mais acertado, levando em conta o solo maravilhoso onde ele havia sido parido: LITERATURA BRASILEIRA.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Em Terras Lusitanas I
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Minha Cria nas Livrarias Portuguesas
Estas são as Livrarias onde já pode ser comprado:
Lisboa
Book House
Edf Monumental
Piso -1, Lojas 19 e 37
Pr Duque de Saldanha
1050-094 Lisboa
http://copernicus.mpc.com.br/webmail/src/compose.php?send_to=monumental@bookhouse.pt
T: 213 193 450
Book House
Galerias Saldanha Residence, Lj 0.12
1050 Lisboa
http://copernicus.mpc.com.br/webmail/src/compose.php?send_to=residence@bookhouse.pt
T: 213 151 873
Porto
Book House
Arrábida Shopping, Lj 163, piso 1
Pcta Henrique Moreira, 244, Afurada
4400-346 Vila Nova de Gaia
arrabida@bookhouse.pt
T: 964 296 151
Book House
Shopping Center Brasília
Av Boavista 113, 5º Piso Lj 505 A
4050-115 Porto
T: 226 002 630
Aos meus amigos do outro lado do Atlântico,
domingo, 27 de setembro de 2009
Maria Rita
Há dias atrás fui a este show.
Lembrei-me que alguém poderia querer comparar mais sorrisos e caretas também.
Ipê Rosa

Na primeira visita do jardineiro após a descoberta, embora preocupada com a integridade do muro quando a árvore se tornasse adulta, resolvi apostar na sabedoria daquele homem que há tantos anos cuida do meu jardim e deixei crescer o que ele dizia ser um Ipê Rosa.
Três anos depois recebo de presente a primeira, tímida, mas bela florada, graças ao Sr Florindo, que com esse nome outra profissão não poderia ter!
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Minha Cria na TV
Minha cria debutou na TV,
no programa dominical vespertino
de maior audiencia
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Imprensa V
sábado, 19 de setembro de 2009
Imprensa IV

Todo o mundo tem um "calcanhar de Aquiles". O meu é a região lombar.
Lombalgias, são sempre o fruto da somatização de períodos extremamente tensos de minha vida. Assim não poderia ser diferente desta vez.
Em casa, enquanto me preparava para a entrevista, mesmo depois de alguns exercícios de respiração para relaxar, umas pontadinhas velhas conhecidas, já anteviam as sessões de acunpultura a que teria que me submeter nos dias subsequentes, mas a indecisão da roupa que deveria usar, maquiagem, sapatos, brincos, anéis e pasmem até o perfume, desviaram minha atenção.
Enfim pronta, me dei conta que estava exatamente como num dia qualquer de trabalho o que me deixou mais à vontade e segura quanto à aparência.
No caminho entre a minha casa e o Shopping Center patrocinador do programa de TV, onde haveria de ser gravada a entrevista, tentava presumir quais seriam as perguntas e como deveria respondê-las.
Depois dos primeiros ensaios nesse sentido, percebi que aquilo me agoniava e me desmemoriava, quase não me lembrando mais do nome da minha cria.
Resolvi parar com aquele exercício de adivinhação e imaginar como seria o estúdio, que de acordo com o que a produtora do programa me havia falado, estaria montado num terraço externo de uma ala recém construída, do mais antigo e mais frequentado shopping de Campinas. Pelo menos seria ao ar livre, o que me dava um certo alento, uma vez que não consigo sentir-me agradavelmente confortável nessas áreas fechadas de comércio.
-Alô?
-Oi Carol, Dulce Braga, tudo bem?
-Tudo. Estamos esperando você na praça de alimentação.
-Está bem. Estou no estacionamento, já encontro com vocês aí. Tchau.
Quando entrei na praça de alimentação e fiz os primeiros 30° graus de rastreamento visual, não pude acreditar no que via: O ESTUDIO ESTAVA MONTADO NA PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO EM PLENO HORÁRIO DE ALMOÇO, sendo observado por inúmeros curiosos.
Bom...não queiram saber o que foi inquirido e o que foi respondido, porque minha amnésia nervosa não permitirá que os satisfaça. Eu também só saberei quando a entrevista for ao ar.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Imprensa III
Há coisas que, ou se nasce para fazê-las ou só depois de muito treino se consegue executá-las com um certo ar de naturalidade.Uma delas é ser entrevistada.
Há pessoas que agem com tamanha espontaneidade na frente de um microfone que me fazem acreditar que saíram do útero materno segurando um deles.
Eis que Sabor de Maboque me levou a esse pelourinho e dele só não implorei para sair, porque minha cria precisa disso neste momento como o ar que respiro. E o que não se faz por um filho?
Meia hora antes da entrevista, meu aparelho urinário deu alerta por 6 (SEIS!!!!) vezes, como se tivesse ingerido litros de algum diurético de primeira linha.
Ao toque do interfone, que anunciava a chegada da imprensa, somou-se a taquicardia que só se esvaiu alguns minutos depois que o fotografo acabou a sessão de fotos, com uma máquina enorme, a qual ele me disse ser de altíssima resolução, fazendo-me antever a quantidade exorbitante de rugas que ela será capaz de captar.
Sessão de fotos terminada, o fotografo se despediu para ir cobrir outra matéria e começamos o bate papo. Depois dos primeiros cinco minutinhos, quando já estava até começando a relaxar, as duas simpáticas jornalistas (isso mesmo duas , para duas matérias distintas!), ligaram um gravador cada uma e por mais que eu quisesse fazer de conta que eles não estavam lá, eles insistiam em chamar minha atenção.
Duas horas depois de ter começado o pergunta X responde e alguns golinhos de água de coco eu estava com a sensação de fim de exame oral e nenhuma certeza de ter sido aprovada, mas aliviada por ter terminado.
Despedidas feitas, bolsa no ombro e pego o caminho do escritório, com a estranha impressão que estava indo para uma viagem de férias.
Conclusivamente, trabalhar é um passeio delicioso se comparado ao stress que tinha acabado de vivenciar.
Três horas mais tarde, meu celular toca e quando atendo, alguém me diz:
-Aqui é do programa de TV Casual. Gostaríamos de entrevistá-la na quinta feira...
Amanhã se estiver viva conto como foi...
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
Atravessando o Atlântico

“A carga seguirá no voo TP198 de 13/09”
Esta mensagem eletrônica, pela qual tanto ansiava, recebi-a ontem no final da tarde e compartilho agora com todos os que estão do outro lado do oceano.
Minha cria embarcará no meio da tarde, no aeroporto de São Paulo, atravessará o Atlântico e ao alvorecer do dia 14/09 chegará à capital do território lusitano.
Estes serão seus primeiros endereços:
DINALIVRO Distribuidora de Livros
- Rua João Ortigão, 17ª - 1500-362 Lisboa - Portugal
Tel : 351-21-7122210 Fax : 351-21-7153774
- Rua de São Tomé, 975 - 4200-491 Porto – Portugal
Tel: 351-22-8322328 Fax: 351-22-8302590
E estes, alguns locais onde poderá também ser encontrada:
- Ponto de Encontro ( Monumental)
Edifício Monumental , Piso 1 – Loja 37
Praça Duque de Saldanha – 1500-094 Lisboa
Tel: 351-21-3193450 Fax: 351-213-3193459
- Ponto de Encontro ( Saldanha Residence )
Galerias Saldanha Residence, Loja 0,12 ( junto aos cinemas)
Av Fontes Pereira de Melo, 42 1500-250 Lisboa
Tel: 351-213-3193450 Fax: 351-213-3193459
- CCB Centro Cultural Brasileiro
Largo do Dr.Antonio de Sousa Macedo, 5n 1200-153 Lisboa
Tel: 351-21-3961374 Fax: 351-21-3908760
- Livraria Portugal
Rua Do Carmo, 70 1200-094 Lisboa
Tel: 351-21-3474982 Fax: 351-21-3470264
- Livraria Bertrand
Rua Anchieta, 15 1249-060 Lisboa
Tel: 351-21-70731500 fax: 351-21-3424275
- Livraria Sousa e Almeida
Rua da Fabrica, 40 Centro - Porto
4050-245
Quem estiver em terras francesas, poderá encontrá-la neste cantinho:
- l´HARMATTAN
16 Rue Dês Ecoles,
75005 Paris – França
Tel: 01-43298620 01-40467920
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Eduardo de Santhiago
http://www.eduardodesanthiago.com.br/segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Bud
domingo, 6 de setembro de 2009
Monólogo da Cria III
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Monólogo da Cria II
Desculpe meu sumiço. Estava me refazendo da quantidade e intensidade de emoções dos últimos dias. Bom, mas deixa lhe contar o que me aconteceu depois. Onde eu parei mesmo? Ah...lembrei! Aquela fantástica afirmação ...seu livro está pronto, veio arrematada de outra não menos bombástica:
-Dulce, você já pode vê-lo na vitrine da livraria.
Como estava no carro, mudei minha rota e óbvio que rumei ansiosa para um dos endereços que ela me havia dado. Os quinze minutos que demorei a chegar envolvida num transito que parecia conspirar contra a minha pressa, somados às duas voltas que precisei dar no quarteirão à procura de vaga, pareceu-me uma eternidade. Saí do carro e atravessei a rua para chegar à porta da entrada da livraria, a qual por estar num prédio estreito, não tem uma vitrine frontal e sim duas laterais, ladeando a ampla porta de acesso. Os primeiros segundos lá dentro, foram de pânico. Primeiro porque tive uma cegueira momentânea que não permitiu que enxergasse minha cria em dois dos principais nichos de exposição e depois tive um pouco de dificuldade para me apresentar. Soava-me meio pernóstico dizer: ”- Boa tarde, SOU A AUTORA DE SABOR DE MABOQUE”. Mas você me conhece, respirei fundo e fui ! Após uma calorosa recepção, toda a timidez se dissipou e extremamente excitada fotografei minha cria e assisti embevecida à venda do primeiro exemplar para um desconhecido comprador. Tudo correu muito bem até me despedir. Ao fazer o caminho inverso na direção do carro, tive um acesso de choro convulsivo, que chamou a atenção de todos os que passavam por perto, fazendo com que uma senhora me perguntasse se precisava de ajuda, ao que agradeci e acelerei o passo, para alcançar mais rapidamente a privacidade do habitáculo do carro, sob os olhares curiosos de uma dúzia de pessoas. Você não imagina como me senti entre soluços e lágrimas que me turvavam a visão tentando achar na bolsa um lencinho de papel, para limpar meu rosto manchado de rimel liquefeito pelas lágrimas. Depois deste vexame me aconteceu algo mais incrível ainda! Mas isso eu lhe conto amanhã...AH, já ia me esquecendo, estes são os locais onde a partir de hoje, você pode encontrar a minha cria:
Livraria Pontes-Fone:19-32360943 - rua Dr Quirino,1223
Livro Aberto-Fone:19-32377999 – rua Sacramento, 202
Livraria Pergaminho:Loja 01-rua Bernardino de Campos, 1049 –Fone:19-32367717
Loja 02-rua Bernardino de Campos, 1087- Fone: 19-32341939
Loja 03-rua Dr Quirino, 1335- Fone: 19-32341939
Livraria Cultura:shopping Iguatemi – Fone: 19-37514033 site:http://www.livrariacultura.com.br
Livraria Saraiva:shopping Iguatemi-Fone: 19-32520223
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Monólogo da Cria I

-Você não sabe o que me aconteceu hoje! Meu celular tocou e quando li no display a identificação de quem me ligava, Pontes Editores, tentei imaginar qual seria o detalhe que ainda estaria faltando para que finalmente pudesse segurar minha cria nas mãos. Sabe o que quero dizer? Já comentei uma vez com você sobre o prazer que cheiro de livro me dá, né? Sabia que você lembrava! É...falamos sobre isso quando relembramos nossa infância e adolescência e comentamos também sobre o aroma delicioso do conjunto do material escolar novo, no primeiro dia letivo. Você pode imaginar a ansiedade que vivo à espera de usar alguns dos sentidos no meu próprio livro, olhando-o, tateando-o e cheirando-o. Sei que você, tanto quanto eu, acredita que uma cria gera-se, ama-se, lapida-se, admira-se, protege-se e pela mão carinhosa e orgulhosamente expõe-se. Exposição essa, tão desejada quanto temida, pela certeza dos amores e dores que dela advirão e quando atendi o celular:
-Alô?
-Oi Dulce, seu livro está pronto!
...
domingo, 30 de agosto de 2009
Amoras
Apaixonada por flores, quando planejamos o jardim de casa, tomamos a decisão controversa de ter muito mais árvores frutíferas, que canteiros de flores.
Sábia sentença!
Temos árvores presenteando nosso olfato e visão com suas flores, que logo se transmutam em frutas que deliciam o paladar e sombras repousantes ao som do canto de dezenas de pássaros que banqueteiam por aqui.
Hoje pela manhã três gaviões espreitavam por entre a folhagem da mangueira um par de bem-te-vis que de cima do muro me desejava bom dia.
Mas foi um pica-pau que roubou a cena, quando no meio da tarde revezava o pouso entre o alto do eucalipto e a amoreira carregada, mesmo depois de meu sobrinho Gabriel ter ajudado a surrupiar parte da sua prole para deliciosas caipirinhas.
sábado, 29 de agosto de 2009
Parabéns Gabi

Logo depois veio o Rock In Rio I, com você ainda microscópica, mas que eu jurava já sentir dançando dentro de mim. Tão irrequieta que nos deu um susto logo após o grande evento musical e me fez ficar quietinha por um mês, para que você se aninhasse com mais calma, conforto e segurança.
Nove deliciosos meses se passaram com você crescendo e se acomodando dentro do meu ventre, entre idas mensais ao ginecologista de onde voltávamos com as ecografias rudimentares, que a medicina daqueles anos oitenta permitia. Algum dom eu e papai tínhamos a mais que as outras pessoas durante aqueles duzentos e setenta dias, porque na mesma imagem onde eu e ele jurávamos ver coração, nariz, orelhas e olhos , os outros insistiam em dizer que não viam nada. A confirmação do sexo com aquela qualidade de imagens era impraticável e por pouco não montamos uma banca de apostas. Ser o primeiro neto ou neta da família paterna e materna é um assunto muito sério!
Quanto mais a barriga crescia maior era a vontade de exibi-la, dando-me prazer e vigor para trabalhar até quatorze horas antes de você nascer. O dia vinte e nove de agosto e o número de horas que demorou para sair de dentro de mim também foi você que determinou, dando os primeiros sinais que queria ver o mundo com os próprios olhos, quando eu ainda atendia os últimos passageiros no balcão do “check in”.
Seu nascimento foi um grande acontecimento com direito a suíte na maternidade, onde a salinha de visitas ficou abarrotada de gente e flores.
Você nasceu rosada, mas com uma pele que anunciava a bela morena em que você se transformaria e de cabelos tão negros, que só poderia ter induzido a mim e ao papai a te chamar Gabriela.
Parabéns e obrigada por você ser nossa filha.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Amigos
Para amigos que por falta de tempo ou desejo não acessam blogues, mandei uma mensagem com o mesmo conteúdo e no mesmo dia do post Capa/Sabor deMaboque.
Recebi dezenas de respostas maravilhosas.
Hoje usarei uma delas, para através da sua publicação neste blog, agradecer a todos.Obrigada pela generosidade e incentivo, e confesso que depois de vossas indescritíveis mensagens, através dos comentários no blog, por telefone e por email, a ansiedade pela espera do dia do lançamento foi suplantada pelo receio de que o conteúdo da minha obra não esteja à altura da inteligência e sensibilidade de vocês.
Obrigada Claudia e Duka por permitirem que publique sua mensagem:
“Querida,
Porque tenho a estranha sensação de que eu já tinha visto esta capa , sua cria, como você bem colocou ?
Quando você me contou sobre o livro, eu imaginei aquele magnífico pôr-do-sol africano, exatamente naquelas cores, cheias de vida, amarelo e vermelho, as cores do calor, do fogo e da morte. O final de um dia longo e quente, o toque de recolher depois da batalha, a volta para casa ou para dentro de si. A espera do anoitecer. A promessa do descanso, o reunir de forças para mais um dia de luta. O descanso embrionário do novo dia, da nova vida.Talvez tenha sido esse anoitecer em Angola, perfumado pelo sabor de maboque, que inflou sua alma e a fez abandonar as lembranças mais queridas. Mas, por muito tempo, você precisou enfrentar aquelas que você queria sufocar. Então, aos poucos, como boa guerreira, você descobriu que, para vencê-las, teria que trazê-las para a luz. E assim você fez. Agora, após essa gestação tão sofrida, você nos presenteia com "Sabor de Maboque". E olha que presente, porque ele é, acima de tudo, o troféu da sua vitória. A prova incontestável de sua libertação de um passado que tanto a angustiava. É preciso muita coragem, querida, para desnudar a alma . Ela é nosso refúgio secreto, onde podemos e somos nós mesmos. É preciso ser forte para arejar esse espaço, abri-lo a todos os olhos e pensamentos. A toda crítica. É preciso muito despreendimento, para partilhar aquilo que somos e que nos constitui com o mundo. E generosidade, porque você nos faz mais completos com suas memórias.
Ainda não sentimos, Duka e eu, o sabor de maboque, mas com toda a certeza vamos poder imaginá-lo nas entrelinhas de suas histórias. O que, para nós, será um prazer imenso e uma honra.
Muito sucesso para você.
Nosso carinho, Duka e Cláudia”
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Sobrado/Minas Gerais
Minas Gerais/Brasil
Casa de familia portuguesa,
Construída sob a batuta arquitetônica lusitana
Dentro do estilo ibérico do século XIX
Com a força de escravos africanos
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Legado XI
Para fazer alguém feliz!!domingo, 23 de agosto de 2009
Legado X

Kuringa(Angola): Matar, negar, fingir. (Dicionário de Kimbundo-Português coordenado por J.D. Cordeiro da Matta.)
Curinga(Brasil): Carta de baralho que, em certos jogos, muda de valor e de colocação na sequencia. (Dicionário da Língua portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira)
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Capa / Sabor de Maboque
Nos últimos meses, mensagens cujo remetente tem o endereço eletrônico da editora digitado, atraem meu olhar como se meu globo ocular fosse de metal magnetizável e houvesse algum imã escondido atrás da tela do monitor.segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Legado IX
Batuque=Designação genérica das danças africanas. Fusão deturpada da
expressão Kimbundu "bu atuka"(=onde salta ou se
pinoteia).(Ilundu-Espíritos e Ritos Angolanos-de Óscar Ribas)
Batuque=Qualquer das danças negras, acompanhadas por instrumentos de
percussão.(Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda
Ferreira)
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Cantinho da preguiça
À sombra da mangueira em flor, passarei meu final de semana fazendo a ultima revisão do "Sabor de Maboque".
Nelson, sempre que quiser uma das redes é sua. Logo haverá mangas...
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Legado VIII
ANGOLA:MÃE NEGRA DO BRASIL
LEGADO LINGUÍSTICO, MUSICAL E DE DANÇA
Semba(Angola)=Contração de risemba=umbigada.(Dicionário de Kimbundo-Português coordenado por J.D.Cordeiro da Matta)
Samba(Brasil)=1-Dança cantada, de origem africana, compasso binário e acompanhamento sincopado. 2-A música desta dança.(Dicionério da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira)
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Legado VII
Kuxinga(Angola)=Injuriar,descompor.(Dicionário de Kimbundu-Portuguêscoordenado por J.D.Cordeiro da Matta)Xingar(Brasil)=Dirigir insultos ou palavras afrontosas.(Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira)
domingo, 9 de agosto de 2009
Legado VI
LEGADO LINGUÍSTICO-MUSICAL-DE DANÇA
KUJINGA(Angola)=Passear,rodear,redemoinhar.(Dicionário de Kimbundu-Português coordenado porJ.D.Cordeiro da Matta.)
GINGAR(Brasil)=Bambolear,saracotear-se.(Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira)
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Legado V
Moleque-Di CavalcantiMuleke(Angola):Garoto.(Dicionário Português-Kimbundu-Kikongo- de Padre Antonio da Silva Maia).
Moleque(Brasil):Menino de pouca idade.(Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira)
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Legado IV
Kukoxila(Angola):Cabecear, toscanejar, escabecear(Dicionário de Kimbundu-Português coordenado por J.D.Cordeiro da Matta)Cochilo(Brasil):Ato de cochilar.*Cochilar=dormir levemente, dormitar(Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira)
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Segunda Feira
sábado, 1 de agosto de 2009
Legado III
LEGADO LINGUÍSTICO

Mbunda(Angola): Trazeiro, nádegas, saracoteio(Dicionário de Kimbundu-Português coordenado por J.D. Cordeiro da Matta)
Obs:O N e o M antes de consoantes, tem somente a função de anasalar estas consoantes.
Bunda(Brasil): As nádegas e o ânus. (Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira)
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Legado II
terça-feira, 28 de julho de 2009
Legado I
Tanga(Angola)= Pano, capa. (dicionário Kimbundu-Português coordenado por J.D.Cordeiro da Matta)
Tanga(Brasil)= Espécie de avental com que certos povos primitivos cobrem o corpo desde o ventre até as coxas. (dicionário da língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira)
domingo, 26 de julho de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Assinatura do Contrato
ALEA JACTA EST !
(a sorte está lançada)
Emoção
Razão
Medo
Ousadia
Responsabilidade
Realização
Brio
Sofrimento e prazer da escrita
Alegria de um capitulo bem escrito
Fim do texto
Tristeza...separação da obra
Vazio...
Expectativa...
VIDA
domingo, 19 de julho de 2009
Maracá

Maracá é um idiofone de agitamento (chocalho) , utilizado em festas, cerimônias religiosas e guerreiras, que consiste em um maboque (ou cabaça) seco depois de desprovido do miolo, no qual se recolocam as próprias sementes secas, pequenas pedras ou missangas.
Está presente em diversas manifestações culturais brasileiras, como o Carimbó e em cerimônias de religiões afro-brasileiras que receberam influências indígenas como no candomblé de caboclo.
sábado, 18 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Orelha Do Livro

Os acontecimentos se precipitaram incontroláveis e abalaram todas as estruturas sobre as quais se erguia a existência do clã familiar. A personagem, molestada pelas fundas marcas da mudança forçada, quis esquecer o que viveu. Por décadas, evitou empenhadamente rememorar o torvelinho da guerra que a surpreendeu e a fez girar como folha ao vento, anos e anos revisitando-a sob a forma de pesadelos. A incerteza e a angústia trouxeram a família para o Brasil. A vida seguiu e retomou rumos. O passado devia sepultar-se na imemória. Isso talvez devesse ser o ponto final daquela história de horrores.
A caixa de cânfora simbólica entretanto ficou retida no âmago molestado. E, de repente, vem à superfície da consciência. Como no mito de Pandora, de infeliz desfecho, este livro representa também a abertura de uma caixa que continha segredos, zelosamente preservada no âmago da personagem Dulce. Abrindo-a às palavras, Dulce permitiu que os malefícios que desejava esquecer se expusessem, por saber, de alguma forma sub-reptícia, que a esperança escamoteada pela turbulência exterior, permanecia latente, tanto que a vida prosseguiu e ganhou novos contornos. Esgotado o vendaval da emoção dolorosa, a aventura familiar da qual era participante, finalmente podia subir à tona sem causar danos colaterais. E o conteúdo dessa caixa simbólica, todo ele emocional e significativo, começou a ser minuciosamente reexaminado e reconstruído sob forma de catarse. E Dulce contou sua saga.
Numa prodigiosa viagem pela memória, mobilizando evocações pormenorizadas com surpreendente riqueza de minúcias, Dulce refaz-se adolescente, recriando também uma época e um momento político específico da história de Angola e Portugal, a então metrópole. Transitando entre África e Europa, relata usos e costumes com pitoresca veracidade, tanto da aldeia ancestral da Chaveirinha como da sua querida Nharêa natal.
O dramatismo dos percalços a ultrapassar durante o êxodo de uma família numerosa e solidária, é entremeado de casos pitorescos e anedóticos contados com graça e leveza, num contraponto agridoce que, conforme Dulce diz, são características do maboque, fruto a que remete este livro
Tudo é verdadeiro nesta história, tudo realmente aconteceu conforme descrito. Acompanhar a aventura em que se constituiu a fuga, os aflitivos desencontros, o medo pautando as ações, prende a atenção do leitor e o emociona.
Por solicitação, fiz uma revisão técnica do texto. Tive por objetivo ater-me à simplicidade da forma, sem nada alterar, preservando a força singular que a inexperiência da autora como tal, imprimiu à estrutura da narrativa, admirável para quem até agora não produzira texto algum.
A força e o valor deste livro residem na sua qualidade testemunhal. Sabor de maboque alinha-se com obras de caráter documentário e enriquece essa vertente editorial.
Aercio Consolin
sábado, 11 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Kimbo
KIMBO (aldeia)
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Revisor

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terça-feira, 30 de junho de 2009
Sinopse
Dois meses depois da revolução portuguesa dos cravos (25 de Abril de 1974) uma jovem nascida e criada no coração de Angola, passa como de costume, suas ultimas férias escolares no verão europeu. Foram três meses de prenúncio, do rebuliço que sua vida seria dali em diante. Com o fim das férias e consequente retorno para a ainda colônia angolana, ela se vê vivendo e temendo por seu grande e primeiro amor, pelos seus amigos, pela sua confortável situação sócio econômica, no epicentro do rodamoinho da guerra civil angolana. É um relato verídico, quase um diário, das perdas, das dores, do medo, da angústia, da luta pela sobrevivência, do desespero e de todas as demais mazelas que as guerras invariavelmente injetam em todos os seus participes, ativos ou passivos. Um ano depois de sua chegada ao Brasil, país para onde fugiu a menos de dois meses do dia da independência de Angola (11 de Novembro de 1975), ninguém mais notava ser ela uma estrangeira. A perda do sotaque juntamente com a hibernação de toda a sua infância e adolescência, foi a maneira pragmática que inconscientemente usou para não ser questionada sobre sua origem e não mexer nas feridas que começavam a cicatrizar. Trinta anos depois o personagem por ela adotado para viver no novo país, que tão carinhosamente a recebeu, dá sinais de esgotamento e como uma árvore sem raízes reclama por elas, para que possa continuar ereta. Essa reivindicação do seu âmago, juntamente com um velho pedido de seu marido e seus filhos para que escrevesse sua experiência de vida, desencadearam um processo de resgate das memórias olfativas, gustativas, sonoras, visuais, emocionas... A erupção desse enorme vulcão, provoca uma profunda catarse e finalmente ela dialoga em paz com o seu pedaço por tantos anos amortecido.
domingo, 28 de junho de 2009
Nharêa


























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