SINOPSE

Dois meses depois da revolução portuguesa dos cravos (25 de Abril de 1974) uma jovem nascida e criada no coração de Angola, passa como de costume, suas ultimas férias escolares no verão europeu. Foram três meses de prenúncio, do rebuliço que sua vida seria dali em diante. Com o fim das férias e consequente retorno para a ainda colônia angolana, ela se vê vivendo e temendo por seu grande e primeiro amor, pelos seus amigos, pela sua confortável situação sócio econômica, no epicentro do rodamoinho da guerra civil angolana. É um relato verídico, quase um diário, das perdas, das dores, do medo, da angústia, da luta pela sobrevivência, do desespero e de todas as demais mazelas que as guerras invariavelmente injetam em todos os seus participes, ativos ou passivos. Um ano depois de sua chegada ao Brasil, país para onde fugiu a menos de dois meses do dia da independência de Angola (11 de Novembro de 1975), ninguém mais notava ser ela uma estrangeira. A perda do sotaque juntamente com a hibernação de toda a sua infância e adolescência, foi a maneira pragmática que inconscientemente usou para não ser questionada sobre sua origem e não mexer nas feridas que começavam a cicatrizar. Trinta anos depois o personagem por ela adotado para viver no novo país, que tão carinhosamente a recebeu, dá sinais de esgotamento e como uma árvore sem raízes reclama por elas, para que possa continuar ereta. Essa reivindicação do seu âmago, juntamente com um velho pedido de seu marido e seus filhos para que escrevesse sua experiência de vida, desencadearam um processo de resgate das memórias olfativas, gustativas, sonoras, visuais, emocionas... A erupção desse enorme vulcão, provoca uma profunda catarse e finalmente ela dialoga em paz com o seu pedaço por tantos anos amortecido.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Foi muito especial I






Obrigada Jorge Carvalho...a "eminência parda" destas imagens
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Pastelaria Primor, Silva Porto, Bié, Angola.

Este foi durante nossa adolescência, um ponto de referência, onde nos reuníamos, bebíamos, comíamos, confidenciávamos, tramávamos, namorávamos, riamos, crescíamos, sonhávamos, amalgamávamo-nos...
Foi com imensa nostalgia, que em 2007, no então embrionário projeto Sabor de Maboque, brotou de minha memória uma Primor, com aroma de café e cigarro, misturado aos deliciosos doces, aos saborosos salgados e ao inebriante perfume das emoções de menina.
A guerra civil surrupiou-nos o nosso QG, mas não nos roubou o mais precioso de todos os bens..a AMIZADE...e se um dia chegamos a pensar que nos tínhamos extraviado, foi puro engano..reencontramo-nos e reinventamos a Primor.
Que importa, se ela até parece que é chamada por outros frequentadores, de Mexicana?
Quando lá está um bieno, ela é Primor!
Numa feliz coincidência, eu uma biena que mora no Brasil, de passagem por Lisboa, me embrenhei no acerto de mais um encontro, numa certa sexta feira, dia da semana oficialmente instituído para as tertúlias e só a caminho da nossa Primor lisboeta, me lembrei que era 21 de outubro de 2011 e portanto, fazia exatamente 2 anos que lançara a 1ª edição do Sabor de Maboque no Brasil.
Foi mágico, comemorar esta data com vocês, AMIGOS!
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2 comentários:

  1. Oi Dulce.
    Depois de um tempão afastada da net, volto aqui e vejo que seu livro continua de vento em popa e você ,mais linda que nunca.
    Amei assistir os videos das entrevistas em Portugal. Parabéns!
    Continuo fazendo parte da torcida organizada, para que este livro vire filme e que você escreva logo outro. Beijão
    Irene

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  2. Dulce que delícia essa comemoração.
    Tão bom celebrar com os amigos.
    Beijinhos

    Lucia

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