SINOPSE

Dois meses depois da revolução portuguesa dos cravos (25 de Abril de 1974) uma jovem nascida e criada no coração de Angola, passa como de costume, suas ultimas férias escolares no verão europeu. Foram três meses de prenúncio, do rebuliço que sua vida seria dali em diante. Com o fim das férias e consequente retorno para a ainda colônia angolana, ela se vê vivendo e temendo por seu grande e primeiro amor, pelos seus amigos, pela sua confortável situação sócio econômica, no epicentro do rodamoinho da guerra civil angolana. É um relato verídico, quase um diário, das perdas, das dores, do medo, da angústia, da luta pela sobrevivência, do desespero e de todas as demais mazelas que as guerras invariavelmente injetam em todos os seus participes, ativos ou passivos. Um ano depois de sua chegada ao Brasil, país para onde fugiu a menos de dois meses do dia da independência de Angola (11 de Novembro de 1975), ninguém mais notava ser ela uma estrangeira. A perda do sotaque juntamente com a hibernação de toda a sua infância e adolescência, foi a maneira pragmática que inconscientemente usou para não ser questionada sobre sua origem e não mexer nas feridas que começavam a cicatrizar. Trinta anos depois o personagem por ela adotado para viver no novo país, que tão carinhosamente a recebeu, dá sinais de esgotamento e como uma árvore sem raízes reclama por elas, para que possa continuar ereta. Essa reivindicação do seu âmago, juntamente com um velho pedido de seu marido e seus filhos para que escrevesse sua experiência de vida, desencadearam um processo de resgate das memórias olfativas, gustativas, sonoras, visuais, emocionas... A erupção desse enorme vulcão, provoca uma profunda catarse e finalmente ela dialoga em paz com o seu pedaço por tantos anos amortecido.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo

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twapandula ciwa, etali ulima wapwa,
ndukulavokeli ulima uwa wiya ko.
(umbundo)
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(agradeço imenso, hoje o ano acabou,
desejo-vos um bom ano que vem)
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(Obrigada Gociante Patissa pelo seu precioso umbundo)



7 comentários:

  1. Tu conheces a linguagem dos sinais da natureza e até do horizonte, isso encanta-me na tua escrita e nas fotos.
    Um excelente Ano Novo
    Beijo

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  2. Dulce querida

    Feliz 2012.
    Muitas oportunidades, realizações, saúde, paz e que seja doce, que seja doce, que seja doce, que seja doce, que seja doce, que seja doce,que seja doce.
    Beijinhos

    Lucia

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  3. FELIZZZZZZZZZZZ ANO NOVO Dulce!!!
    Beijossssss
    Irene

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  4. Ooooolha, eu ia comentar, mas por coincidência escrevi um pequeno post esta manhã que encaixa aqui tão bem com um bem-te-vi a esvoaçar à volta de um ipê... ou é um ipê a voar à volta de um bem-te-vi??? Hummm é por aí! :))) então, olha, o post é este
    Salve 2012
    :)*

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  5. Oi, amiga Dulce, que seja rico o presente ano. Bjs

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  6. Dulce
    Para o ano 2012 quero desejar-te toda a sorte do mundo. Que este ano seja o ano que realizes todos os teus projectos e sejas muito, muito feliz, não só para tu, mas também para toda a tua familia.
    Bjs
    Zaida

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